Há um ano, O
Figueirense decidiu renegar o seu fundador
A mentira faz hoje anos
Há exactamente um ano,
a 27 de Maio de 2011, o jornal O Figueirense decidiu desmentir os seus quase
cem anos de história, e reinventar o passado.
Em total desatenção e desrespeito
aos seus antecessores, à equipa que FEZ o jornal, e àqueles que não padecem de
memória curta, este órgão de comunicação social decidiu, liminarmente, apagar
da ficha técnica o nome do seu Fundador, Joaquim Gomes D’Almeida,
substituindo-o sem qualquer explicação.
Depois de anos de
homenagens e celebrações públicas do papel de Joaquim Gomes D’Almeida, o jornal
que este fundou acha que descobriu que, afinal, não era filho de quem pensava,
e decidiu alterar a sua “certidão de
nascimento”. Só que em vez de se basear em factos, fiou-se em testemunhos
conseguidos por interposta pessoa e, como resultado, está a “chamar pai a outro”.
Um ano volvido, e após
serem confrontados com a verdade dos factos e com pesquisas exaustivas que não
deixam margem para dúvidas, os responsáveis por esta publicação não admitem o
seu erro, e parecem não reconhecer que as fontes não podem ser utilizadas
apenas para consubstanciarem as teorias que, a um momento, se pretende
defender, mas sim para apurar a verdade dos factos.
Hoje, assinala-se o
primeiro aniversário de um pontapé na história que, como muitos, poderá vir a
parecer verdade, ao ser tantas vezes repetido.
O Figueirense, não
sabemos porquê, decidiu dar esta PANCADA na história figueirense e na nossa
memória colectiva, mas nem todos temos memória fraca.
Nem todos sentimos
necessidade de nos reinventarmos.
Nem todos manteremos
silêncio.